terça-feira, 13 de novembro de 2018

EM 50 ANOS, SOUTO DOURADO FOI O SEU ÚLTIMO PREFEITO ELEITO FILHO DE GARANHUNS...



Por Altamir Pinheiro

Mesmo o município de  Garanhuns tendo sido emancipado ou elevado à  categoria de  cidade em 1879, só veio a eleger o seu primeiro prefeito 13 anos depois,  haja vista o cargo de prefeito só ter sido considerado após o fim da Intendência Municipal (era indicado pelo governador) no começo da República(1889), 13 anos depois que Garanhuns emancipou-se e 3 anos após a Proclamação da República. A peculiaridade desta primeira eleição é que ela foi anulada por duas vezes, somente  a terceira é que o Coronel Antonio da Silva Souto foi vencedor e  governou o município por 4 anos,  de 1892 a 1895.

Antes de entrar no assunto da manchete em epígrafe vale salientar que o primeiro prefeito eleito de Garanhuns era pai de SOUTO FILHO, este conhecido por Dr. Soutinho que, indiscutivelmente, por muito tempo,  foi o “CACIQUE MÓR” da nossa política. Como curiosidade, politicamente ele foi tudo, mesmo assim, nunca exerceu o cargo de prefeito de Garanhuns. Apesar de ter sido eleito em 1929, ele renunciou ao cargo.  Hoje a cidade presta-lhe uma merecida homenagem com uma obra erguida no centro da cidade; trata-se da Praça Souto Filho(praça da fonte luminosa), que fica defronte ao Colégio XV de Novembro.  Souto Filho morreu em 1937,  diga-se de passagem, relativamente jovem, aos 51 anos de idade.

Vale lembrar, a quem quiser e a quem interessar possa,  que Souto Filho era cunhado de Euclides Dourado; Euclides Dourado era pai de Luiz Souto Dourado; Antonio da Silva Souto(1º prefeito) era o pai de Soutinho; e avô, por parte de mãe, de Luiz Souto Dourado.

Na minha singela concepção, sem nenhum demérito aos outros, Garanhuns teve dois grandes abnegados, que cada um em sua área distinta “ladrilhou com pedrinhas de brilhante” a passarela  dos fatos relevantes  e as boas coisas realizadas em Garanhuns. Tratam-se de, SOUTO FILHO e IVO AMARAL. Dr. Soutinho, no campo estritamente político, apesar de sua baixa estatura,  era um gigante. Foi um político extremamente habilidoso. Já no campo ADMINISTRATIVO, o prefeito que elevou o nome de Garanhuns para os quatro cantos do Brasil e boa parte do Mundo(haja vista o alcance do Festival de Inverno) foi o  excelente  gestor, Ivo Tinô do  Amaral, um prefeito digno de aplausos.

Continuando,  no dia 15 de novembro de 1968, há exatamente 50 anos, o Município de Garanhuns elegia, até hoje, seu último prefeito filho da terra: o intelectual e advogado LUIZ SOUTO DOURADO que tomou posse aos 45 anos de idade. De lá pra cá passou-se meio século e tivemos 8 prefeitos(com três reeleições), nenhum deles com a certidão de nascimento da Terra de Simôa. Eis a sinopse numérica do resultado da eleição para prefeito realizada em Garanhuns, em 15 de novembro de 1968, organizada pelo Serviço de Estudos e Estatística da Secretaria do Tribunal Eleitoral do Estado, conforme consta das páginas do jornal Diário de Pernambuco em sua edição de 19 de novembro de 1968. O número de votantes  foi de 11.827 e o resultado total foi o seguinte: LUIZ SOUTO DOURADO(MDB), 6.202 votos. ALUÍSIO SOUTO PINTO(ARENA), 5.258 votos. Souto Dourado, portanto,  foi eleito prefeito ganhando aquele pleito por uma diferença com pouco mais de 900 votos.

Para ser eleito prefeito de Garanhuns, naquela circunstância o  deputado Luiz Souto Dourado(que tinha como seu vice o jornalista Humberto de Moraes) recebeu o apoio maciço do então prefeito  Amílcar da Mota Valença para derrotar o  favorito do pleito,  Aluísio Pinto, por diferença de 900 sufrágios(os dois – Aluísio e Dourado representavam Garanhuns na Assembleia Legislativa, eles foram deputados por Garanhuns em duas oportunidades e eram primos legítimos). Na avaliação do jornalista Ulisses Pinto, além da força que o intelectual Dourado recebeu do prefeito bem avaliado, Amílcar, pesou muito o seu SLOGAN de campanha  que dizia o seguinte: “VAMOS DEIXAR ALUÍSIO PINTO NA ASSEMBLEIA e SEU PRIMO SOUTO DOURADO NA PREFEITURA”...

Abro mais um parênteses para falar do  líder popular Aluísio Pinto(irmão do jornalista Ulisses Pinto) foi vereador por duas vezes pelo partido da UDN, eleito prefeito em 1959 com uma vantagem de mais de 70% dos votos sobre o seu adversário que foi Abdias Branco(tio e pai de criação por boa parte da vida do nosso querido e já noventão, Ivan Rodrigues). O vice de Aluísio foi Álvaro Rocha. Já em 1968,  quando disputou a eleição com Souto Dourado Aluísio Pinto exercia o mandato de deputado estadual pelo partido governista da ARENA. Como prefeito, na sua gestão o município de Garanhuns era composto de sete distritos: Brejão, Caetés, Paranatama, São João, São Pedro, Iratama e Miracica. Aluísio Pinto morreu no dia 31 de dezembro de 1968(45 dias após perder a eleição para o primo Souto Dourado), de ataque cardíaco fulminante (conhecido na época pelo nome de moléstia do coração) aos 54 anos de idade.

Retornando à aldeia, naquela ocasião  do pleito vitorioso do garanhuense Souto Dourado,  houve uma  bela  sequência de fatos extraordinários protagonizados por candidatos a vereança como a eleição do debutante ANTONIO EDSON que foi na ocasião,  o vereador mais votado ao obter 805 votos pelo MDB, partido  do prefeito eleito; outros ilustres vereadores compuseram a Câmara, como Ivan Rodrigues(MDB) – Líder do Governo na Câmara -; Dr. Pinto(MDB); Hermínio Sampaio(MDB); Paulo Faustino(ARENA); Jaime Pinheiro(ARENA); José Inácio Rodrigues(ARENA) e tantos outros. O fato que chama atenção é ou foi do  eleito  Severino Pereira Guimarães(SEVERINO VENTINHA), pois se elegeu com 643 sufrágios sendo o mais votado da  ARENA e que teve uma trajetória brilhante por ter sido o vereador recordista de mandatos  na Câmara conseguindo se eleger por seis vezes consecutivas.

Foi-se o homem, fica a obra pela eternidade, perpetuada no tempo.  No quesito EMBELEZAMENTO DA CIDADE, sem nenhum desmerecimento ou desonra aos outros,  Garanhuns foi ou é beneficiada por três Grandes prefeitos: Souto Dourado(falecido em 1986 aos 63 anos de idade), Ivo Amaral e Izaías Régis(vivinhos da silva). Em sua profícua administração, Souto Dourado notabilizou-se no campo cultural, em feitos como por exemplo a reforma do suntuoso prédio da Estação Ferroviária, transformando-o no centro cultural com o nome merecido de Alfredo Leite, IDEIA INÉDITA PARA  ÉPOCA, inclusive com uma acústica perfeita, elogiada por vários artistas de renome,  como Benito de Paula.

Por fim, não está partindo de mim nenhuma pretensão de desenvolver aqui qualquer tese ou ensaio sociológico. Falo como um simples cidadão, digo o que ouvi, pesquisei, li, perguntei e muito do que presenciei nos últimos 50 anos neste município, mas afirmo  que há meio século, Garanhuns não elege um prefeito filho da terra!!! Não quero depreciar o trabalho dos “forasteiros”, afinal eles foram adotados como filhos de Garanhuns e têm correspondido com afeição e luta às causas da terra, mas é lastimável afirmar que em certos momentos Garanhuns parece uma cidade SEM  famílias tradicionais como àquelas existentes nos tempos de outrora. Nada é tão lamentável e nocivo como constatar fato desta natureza na centenária Garanhuns...

Só agora redes sociais admitem que 'impulsionamento' pró-Bolsonaro não existiu

Jair Bolsonaro, presidente eleito do Brasil. (Foto: Jorge Araúo/Folhapress)
Especialistas em redes sociais não esperavam o desmentido do Twitter e Facebook agora, duas semanas depois da eleição, e sim quando foi “denunciado”, a 9 dias do segundo turno, o suposto “impulsionamento” de mensagens para beneficiar o candidato presidencial Jair Bolsonaro. As duas redes sociais se omitiram mesmo sabendo que não passava de “fake news” a denúncia que impactou na intenção de votos. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
A 9 dias do 2º turno, a Folha divulgou que empresários pró-Bolsonaro teriam contratado o suposto impulsionanento por até R$12 milhões.
O “escândalo” refletiu na campanha: Bolsonaro perdeu ao menos 5 pontos na intenção de votos na última semana do primeiro turno.
Facebook e Twitter negam qualquer impulsionamento por Bolsonaro. Só não explicam porque demoraram 26 dias para anunciar isso.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Pastor é baleado dentro de igreja, e TV transmite ao vivo, veja o vídeo


A igreja evangélica onde um pastor foi baleado durante o culto neste domingo (11), em Mogi das Cruzes, transmitiu ao vivo por uma rede social o momento em que o homem fez os disparos. O pastor foi encaminhado para um hospital, onde passou por cirurgia.
O homem de 30 anos foi detido por fiéis até a chegada da polícia. Ele precisou de atendimento médico e foi levado para o Hospital Luzia de Pinho Melo e, depois, para o 1º Distrito Policial da cidade, onde ficou preso.
As imagens mostram que o atirador está com um capacete em uma mão e com a arma na outra. O homem se coloca na frente do altar, no momento em que uma pregação é feita. Ele atira na direção de um dos pastores. As pessoas que estavam no altar se abaixam e fogem. O público entra em pânico.
O homem faz vários disparos em direção a um dos pastores. Depois, ele é dominado.A Polícia Militar foi acionada e informou inicialmente que o pastor não corre risco de morte. .A igreja fica na Avenida Lothar Waldemar Hoenne, conhecida como Perimetral.Segundo a polícia, o homem disse, em um primeiro momento, que entrou no culto para roubar. A arma foi apreendida.
A polícia informou que o suspeito tem passagem por tráfico de drogas e não acredita na versão do suspeito. "A situação foge da característica de um roubo que o indivíduo anuncia o assalto e vai atrás de uma vítima. No crime, o autor chegou atirando na vítima e a todo momento procurava por ela para efetuar o disparo. Agora a Polícia Civil vai colher todas as informações, vai ouvir testemunhas e puxar a vida pregressa de ambos", explica o capitão da PM Alex Amaral.
O suspeito aguarda a audiência de custódia que vai decidir se ele responde em liberdade ou não.
Com informações de Gazetaweb

domingo, 11 de novembro de 2018

Jornal ' Gazeta de Alagoas" impresso deixa de circular no estado

O site Future Exploration Network (FEN), que auxilia grandes organizações a obter insights sobre o futuro e desenvolver estratégias que criem vantagens competitivas, elaborou um gráfico, baseado em estimativas e tendências atuais, que aponta para o fim do jornal impresso no mundo. Nos Estados Unidos, para ficar apenas num país, mais de 2 mil jornais foram fechados desde o advento da internet. Pátria do mais rico jornalismo do mundo, os Estados Unidos criaram, há pouco, um museu da imprensa.
 Segundo o FEN, o primeiro país a abolir o jornal no formato impresso foi os Estados Unidos, em 2017, seguido por Inglaterra, 2019, Canadá e Noruega, em 2020. Para o Brasil as previsões do fim dos impressos são para o ano de 2027. O crescimento da tecnologia móvel e o baixo custo da operacionalização, que contrasta com os valores elevados dos jornais impressos, são os principais fatores que ressaltam essa tendência.
 
Será que o jornal impresso vai ficar como o disco de vinil? Não se sabe. O que se sabe (a tendência) é que quem sobreviver sairá com pequenas tiragens, para distribuição gratuita ou para assinantes privilegiados. Mesmo agora, ninguém, que não seja insano, aposta mais em grandes tiragens impressas.
Gazeta de Alagoas deixa de circular na semana
Os principais jornais diários do Brasil continuaram a registrar perdas em suas tiragens impressas em 2017. A queda no ano passado foi de 146.901 exemplares na circulação média diária para 11 dos principais veículos nacionais.A tendência vem se repetindo há 3 anos.
De 2015 a 2017, a redução na circulação média diária impressa foi de 520 mil exemplares.E esse dados do  Instituto Verificador de Circulação (IVC), também apontavam queda em um dos mais tradicionais jornais em circunlação no Nordeste, a Gazeta de Alagoas. E seguindo essa tendência mundial, essa semana, a direção do jornal mais antigo de alagoas anunciou em nota que depois de 88 anos deixa de circular durante seis dias da semana, portanto passará a ser semanal. ( ver nota abaixo).


 

sábado, 10 de novembro de 2018

Policiais envolvidos em operação com 11 mortos serão homenageados em Alagoas

Um vasto armamento foi apreendido e muito dinheiro - Divulgação PC de Alagoas 
A Ordem dos Policiais do Brasil, seccional Alagoas, (OPB/AL) aprovou nessa sexta-feira (9) a concessão da Medalha de Honra ao Mérito Policial aos integrantes da equipe Policial Civil de Alagoas (PC/AL) que participaram da Operação Cavalo de Tróia, deflagrada na quinta-feira (8), na cidade Santana do Ipanema, no Sertão de Alagoas. Na ação policial, 11 suspeitos de assaltos a bancos na região Nordeste morreram. A entrega da honraria está marcada para o dia 22 deste mês. 
Na visão da ordem, os criminosos, que neste caso são assaltantes de bancos, constituem uma das modalidades mais perigosas atuando na região Nordeste contra a paz social. "Com armas de grosso calibre, tais como, fuzis, espingardas calibre 12, pistolas e granadas, eles atuam como facínoras e sanguinários em suas ações criminosas, responsáveis por dezenas de crimes e assassinatos".
Para a entidade, a ação heroica dos policiais civis envolvidos na operação no Sertão alagoano é digna de elogios e de honras. "São uns verdadeiros heróis da sociedade alagoana e brasileira. Não aceitamos represálias ao corpo de Segurança Pública envolvido. A ação policial, diante a dificuldade enfrentada, foi eficaz e inteligente ao neutralizar a ameaça real à sociedade e ao corpo de Segurança Pública"
"Diante o feito, a Ordem dos Policiais do Brasil, entidade que congrega mais de 11 categorias profissionais da Segurança Pública, vem conceder na forma de seu estatuto, a Medalha de Honra ao Mérito Policial aos integrantes da Equipe Policial Civil que participaram da Operação Cavalo de Tróia", diz o trecho final do comunicado enviado à imprensa pela assessoria pela a OPB/AL
A honraria foi aprovada pelos conselheiros federais da entidade em Alagoas, o agente da Policial Federal Flávio Moreno, que foi candidato a senador e coordenou a campanha de Bolsonaro em Alagoas, e o Cabo Bebeto, deputado estadual eleito.

Com informações da Gazeta de Alagoas 

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

O filme " Era Uma Vez no Oeste ", de Sergio Leone, completa 50 anos

Sérgio Leone, um dos maiores cineastas de todos os tempos

 Por Altamir Pinheiro

Corria o ano de 1968... Com um orçamento de três milhões de dólares que a Paramount colocou à sua disposição Leone entendeu que era o momento de mostrar ao mundo com “ERA UMA VEZ NO OESTE” que seu nome decididamente merecia figurar no templo consagrado dos maiores diretores dos filmes de faroeste. Como diz o cinéfilo e estudioso do assunto Darci Fonseca:   “A Paramount colocou à disposição de Leone um orçamento ainda maior que sua volumosa barriga: três milhões de dólares”. Com toda essa grana na mão, a primeira atitude do diretor italiano, aceitando uma preciosa sugestão  de Eli Wallach, foi contratar o ator perfeccionista nato,  o experimentado Henry Fonda,  pela bagatela de 250 mil dólares, que àquela altura estava no auge da fama e da forma com 63 anos de idade.


Já o adicional desse filme é a presença imponente da figura de  Jill McBain, interpretada pela sensual e exuberante Claudia Cardinale, uma ex-prostituta que se casa com um irlandês, dono de terras que são do interesse de Morton, que era um empresário ganancioso da companhia ferroviária que estava sendo construída naqueles arredores ou cercanias  das esturricadas terras do monumental vale do Arizona, mas o lucro das indenizações era algo de cobiça do sanguinário empresário. No tocante ao papel desempenhado pela divina e maravilhosa Claudia Cardinale há de se entender que, ela é uma presença completamente resplandecente e isso tem a ver com um carisma muito pessoal, a tal qualidade de estrela ou como dizem os norte-americanos: "star quality"... Este  importante papel feminino que ficou por conta de Cardinalle  foi em razão de,  naquele momento, entre as atrizes italianas, só perdia em prestígio para Sophia Loren.



O extravagante diretor sonhava alto e para este filme, Leone acabou contratando também  Charles Bronson, ator fadado a ser eterno coadjuvante nos Estados Unidos e que havia se tornado famoso na Europa. Também fez parte do elenco o excelente Jason Robards que em 1977 conquistou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pela atuação em “Todos os Homens do Presidente”. A maior atração ou a cena mais cativante do espetacular filme, Era Uma Vez no Oeste, acontece  com o  DUELO mais longo da história dos faroestes com Henry Fonda e Charles Bronson(a cena durou 8 minutos). Desnecessário informar do estupendo cenário, onde se passou  as filmagens externas que foram realizadas em MONUMENT VALLEY, nos Estados Unidos e no deserto de Almeria, na Espanha.


Depois de pronto o roteiro como nos fala o pesquisador Darci Fonseca, a maior preocupação de Leone era o início do filme: como começá-lo!!! O novo faroeste de Sergio Leone teria uma cena marcante em seu início, envolvendo Harmônica e três bandidos. A participação desses atores seria pequena e o delirante Leone imaginou como ficaria espetacular aquele início se os três bandidos que morrem na estação fossem interpretados por Clint Eastwood, Lee Van Cleef e Eli Wallach. Convidado, Clint Eastwood foi curto e grosso em sua resposta a Leone: “Sergio, no more Italian westerns” (Sergio, chega de faroestes italianos). Com isso Leone resolveu esquecer de Van Cleef e Wallach. Os três bandidos mortos no início do filme acabaram sendo os norte-americanos Jack Elam, o NEGÃO Woody Strode e o canadense Al Mulock.


Como costuma afirmar o bom apreciador de filmes de cowboys, o pernambucano CÍCERO TAVARES: “O cinema atual perdeu a magia: Os efeitos especiais, as pirotecnias acabaram com o cinema-arte!). Perfeito o pensamento de TAVARES, pois antigamente não tinha disso não!!! Não é à toa que, há filmes consagrados que dispensam palavras para descrevê-los: São títulos que carregam uma aura maior que qualquer cartão de visitas, integram o apogeu ou o ápice do cinema e superam qualquer gênero ou classificação como obras de arte que atravessam gerações sem perder o brilho e se sustentando através do tempo como verdadeiros clássicos. Era Uma Vez No Oeste, que está fazendo seu QUINQUAGÉSIMO ANIVERSÁRIO este ano, é um dos nomes presentes nesse escalão de filmes que transcende o cinema e as artes cênicas e audiovisuais de forma geral.


Como filme cinquentenário, seria uma enorme redundância encher  de adjetivos esta belíssima obra. Poucas vezes a vingança, a cobiça, a luta pela sobrevivência e o sonho da vida ideal foram apresentados de maneira tão sublime e ao mesmo tempo tão amargo e doce.  Mesmo em meio à violência e o jorrar desnecessário de sangue, o filme não passa nem perto de ser uma tragédia ou algo parecido. Era Uma Vez no Oeste,  é, talvez, o ponto alto da carreira do diretor, que demonstra uma impressionante maturidade de temas, fotografia, cenografia, montagem, trilha sonora e um controle absoluto de seu elenco, para alcançar um resultado de se aplaudir de pé.  A nota triste  é que, com 1,70 de altura e mais de 100 quilos de peso, Sergio Leone era um autêntico falastrão e teve uma morte prematura ao falecer com apenas 60 anos de idade.


Para os apreciadores e estudiosos  dessa modalidade de filme  que é o   bang bang, todos hão de  saber que  o nome de Ennio Morricone está ligado aos filmes de Sergio Leone.  Ambos formaram uma dupla vencedora, tal como Fellini com seu parceiro,  Hitchcock e  tantos outros em seus respectivos estilos, tipos ou forma. Uma coisa não se pode negar:  esta dupla deu prestígio aos SPAGHETTI WESTERN. Agora,  Ennio  Morricone é muito mais do que um compositor de trilhas de filmes famosos. Ele   é, provavelmente, o mais fecundo e produtivo compositor da história do cinema, principalmente no gênero faroeste. A prova é tanta que, o produto ou valor final dessa simbiose entre o Maestro Morricone e o Diretor Leone foi esta  operação fantástica que se transformou em ERA UMA VEZ NO OESTE, com cinematografia e trilha sonora impecáveis, com cenas líricas e personagens inesquecíveis.

https://www.youtube.com/watch?v=i8BfrrOuEEs



Operação Lava Jato : Dono da JBS e vice-governador de Minas Gerais foram presos

PF cumpre mandados em cinco estados

Edilson Rodrigues/Agência Senado - 28.11.2017
O empresário Joesley Batista foi preso pela PF (Polícia Federal) na manhã desta sexta-feira (9) em mais um desdobramento da operação Lava Jato. 
A PF investiga um esquema de corrupção envolvendo políticos, partidos e o Ministério da Agricultura. 
As investigações também apuram o envolvimento do vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (MDB), em um esquema de corrupção na época em que ele era ministro da Agricultura do governo Dilma Rousseff (PT).

Batizada de operação Capitu, a ação acontece em cinco estados brasileiros e no Distrito Federal — Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba e Mato Grosso — e as autoridades cumprem 62 mandados de busca e apreensão e 19 de prisão temporária, totalizando 81. 
Andrade ocupou o cargo de 2013 até março de 2014. As investigações apuram suposta fraude envolvendo doações irregulares por uma empresa de processamento de proteína animal para políticos e partidos. 

Segundo a Receita Federal, "duas grandes redes varejistas do estado de Minas Gerais, por meio de seus controladores e diretores, participaram diretamente desse esquema". 
A suspeita é de que a empresa utilizou o grande movimento de dinheiro em espécie para dar "ar de licitude" aos valores doados aos parlamentares entre agosto de 2014 e fevereiro de 2015. O inquérito do caso foi instaurado com base em delações prestadas por Lúcio Funaro.
Segundo a PF, "a operação é baseada na delação de Lúcio Funaro, apontado como operador do MDB". As investigações apontam que havia um esquema de arrecadação de propina dentro do Ministério da Agricultura para beneficiar políticos do MDB, que recebiam dinheiro da JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em troca de medidas para beneficiar as empresas do grupo.
A operação foi batizada como "Capitu" em alusão a uma suposta traição de Capitu, personagem do livro Dom Casmurro de Machado de Assis.

R7